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Resenha - Os homens que não amavam mulheres, de Stieg Larsson

em 13/02/2011.
Hoje, após um bom tempo, faço uma resenha aqui no blog. Como todos sabem, sou um grande admirador de romances policiais - um dos personagens que mais gosto trata-se, ninguém mais, ninguém menos, do que do detetive Sherlock Holmes. Nesta postagem, falarei sobre um livro deste estilo que me foi indicado pela também blogueira @Kariread. Pelo que entendo, já há até filmes do livro e todo mundo já conhecia, mas eu até então eu não tinha ouvido falar. Os homens que não amavam mulheres é o primeiro livro da Trilogia Millenium. A obra em alguns pontos da contra-capa chega a ser comparada ao Nome da Rosa, do Umberto Eco. Não sei se chegaria a tanto, uma vez que se trata de um clássico dos romances policiais, mas diria que o livro de Stieg Larsson é, de fato, muito bom; e quem gosta do gênero definitivamente não irá se decepcionar com a história.

O homens que não amavam mulheres começa com o jornalista Michael Blomkvist, um dos sócios de uma revista econômica chamada Millenium, sendo condenado por difamar um poderoso homem de negócios (Hans-Erik Wennerstrom). Aproveitando-se da situação complicada do jornalista, Henrik Vanger, antigo presidente de uma grande coorporação da Suécia, chama-o para sua casa, que se situa em uma ilha, e lhe oferece ajuda caso Michael se comprometa a tentar solucionar um mistério: descobrir o que aconteceu com Harriet Vanger, que muito anos antes, no dia em que havia acontecido um acidente na ilha, simplesmente desaparecera.

A história, portanto, envolve o mistério do desaparecimento de Harriet, tendo aquele clima clássico insular, em que nosso detetive está sozinho em um local onde certamente um assassino está a espreita: quem da família Vanger ou dos moradores da ilha poderia ter participado do desaparecimento da menina?

O enredo é muito bem trabalhado, envolvendo diversas outras questões (como as de cobertura jornalística, negociações e etc..), assim como personagens interessantes. A outra personagem principal da história é Lisbeth Salander, uma mulher que trabalha para uma empresa de investigações. Prefiro, inclusive, não comentar muito sobre a participação dela na história, para evitar estragar algumas surpresas; mas posso afirmar que trata-se de uma personagem muito bem trabalhada e realmente fascinante, imagino que a maioria das pessoas irá gostar.

De uma maneira geral, considerei o livro muito bom, muito bom mesmo. Para quem gosta do gênero é um prato cheio. A narrativa também é bem fluída e realmente muito boa de ler, tirando um ou outro probleminha. Além disso, a obra também traz à discussão um problema que é muito grave na suécia, país de onde vem o autor, e também no mundo: a violência contra as mulheres. É uma obra que põe em evidência esta situação. Sem dúvida alguma, vale a leitura.

4 Comentários:

Lívia

Eu assisti o filme, gostei bastante, me surpreendeu na verdade, pois não esperava que fosse uma história tão boa =)

Leonardo Schabbach

Legal que gostou da história. Eu não vi o filme, nem sei se fizeram só do primeiro livro ou dos outros também. Mas lerei a trilogia antes de assistir qualquer coisa. Acho melhor assim, hehe.

E a história é realmente muito boa. Como eu falei, é um livro que, para quem curte romances policiais, vale a leitura.

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