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(In)Sensibilidade

em 27 de jun de 2011.

Hoje posto novamente no blog um poema já antigo meu, mas do qual eu gosto muito. Lembro da época em que fiz, realmente fiquei satisfeito com o resultado. Decidi postá-lo novamente por aqui pelo fato de que, de lá para cá, muita gente nova passou a seguir o Na Ponta dos Lápis e pode não ter lido. É um poema um pouco mais rebuscado, mas com muitas reflexões contidas nela, vários trabalhados com significados de palavra e linguagem, eu realmente gostei de como ele saiu. Espero que o pessoal que não o leu goste e comente!


(In)Sensibilidade

Há poucas coisas mais sensíveis que uma pedra.
É impossível não sentir uma pedrada.
Mas pedra, que é pedra,
sente nada.
Provoca choro,
a pedra dura e pesada.

Pedra boa provoca os sentidos,
pedra polida e também pedra lascada.
A pedra que é pedra
lapidada,
já não é pedra
é pedra-coisa, fabricada.

Pedra sensível é pedra pura e cristalina.
Às vezes verde, às vezes avermelhada.
A pedra que de calor e cor se inunda
que só tem sentido à pessoa que é amada.

E quem olha para tal pedra logo pergunta:
de que serve pedra tão bela e abrilhantada,
se certa hora, lá no final das contas,
pedra que é pedra vai terminar quebrada?

9 Comentários:

Márcia Luz

Realmente, muito belo, Léo! Eu não havia lido ainda. De fato, "pedra boa provoca os sentidos"!

marcos nunes

Sem (sensibilidade)

Joguei-a no rio; sem rumo, afoguei-a
sem pesares, como quem deita lixo
à porta, como quem se desfaz do feito ruim. Pena,
vejo no fundo a pedra brilhante, bilha
dos teus olhos, teus dentes, sorriso último,
não sentes? - Sinto; no prumo, deixei-a.

Maíra da Fonseca Ramos

Gostei muito do teu poema! E como as pedras rendem bons poemas, a exemplo de Drummond e João Cabral (e do seu também, né?).

Leonardo Schabbach

Pois é, Maíra. Tenho que admitir que esse poema tem grande influência do João Cabral sim. Sou muito fã dele. Tenho a obra completa aqui em casa =)

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