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[Resenha + Sorteio] Nômade: entrevista com Carlos Orsi

em 14 de jun de 2011.

Hoje falo de mais um autor que vem se destacando no cenário nacional. Como de costume - e embora eu não tenha feito isto com a constância de que gostaria - trago não só uma resenha de um de seus livros, no caso a obra de ficção científica Nômade, como também uma entrevista com algumas perguntas relacionadas às dificuldades que os novos autores precisam enfrentar. Vale checar, é uma postagem muito interessante. No final, ainda poderão concorrer a um exemplar de Nômade.

O livro é uma obra infanto-juvenil criada pelo autor Carlos Orsi (@carlosom71), que também possui outros projetos já em realização, como poderão acompanhar na entrevista. Naturalmente, devemos valorizar o sucesso alcançado pelo escritor, uma vez que é muito difícil conseguir se estabelecer no mercado editorial brasileiro. Nômade começa com a história de um grupo de jovens, liderados por Peleu, que deve sobreviver a uma espécie de "ritual de passagem" da adolescência para a fase adulta. Se trata de uma "aventura" na floresta, onde as crianças precisam aprender a sobreviver em grupo. Como disse anteriormente, trata-se de uma história de ficção científica; logo, esse "ritual de passagem" se dá, em realidade, em um dos compartimentos de uma grande nave (de nome Nômade) que serve de casa para a humanidade enquanto ela busca por um novo planeta. A experiência visa preparar as crianças para o momento em que tiverem de habitar um novo mundo.

Entretanto, tudo começa a ficar estranho. Uma série de acontecimentos inesperados gera desconfiança nos jovens: "há algo de errado com a nave". A partir deste momento, Carlos Orsi mistura ficção científica com um pouco de mistério e envolve o leitor em uma aventura para descobrir o que realmente está acontecendo. A narrativa é bem simples, até por se tratar de uma história infanto-juvenil, mas é bem feita, não "emburrece", nem rebusca demais, o que poderia afastar os leitores mais novos. De uma maneira geral, é um livro que pode ser desfrutado por qualquer um, seja ele adulto ou adolescente. Confesso que não sou muito fã da narração no presente, me causa um certo estranhamento na maioria dos casos. Mas em Nômade ela até que fluiu muito bem. Como o Carlos revelou, este é o estilo de escrita dele; portanto, a narrativa ficou natural.

Já faz um tempo, li uma resenha sobre este livro no blog Leiturinhas, da @vanillaprozac (veja a postagem). Lembro de uma afirmação dela sobre a obra, indicando que livros como este deveriam ser mais bem explorados nas escolas. Eu concordo. Embora os mais jovens devam também ler os clássicos, não podemos esquecer de que é necessário fazer com que eles se interessem pela leitura em primeiro lugar. Além disso, Nômade possui também algumas características bem didáticas, que vão certamente instruir os jovens leitores.

Observação: só queria indicar que gostei muito do trabalho da editora (selo @Jovem_Leitor), a produção do livro ficou muito boa, com alguns efeitos na capa e com ilustrações muito legais no miolo. Legal ver que investiram bem na obra.


ENTREVISTA COM CARLOS ORSI


Quando percebeu que queria se tornar um escritor?

R: Acho que meia-hora depois de aprender a ler... Eu me lembro de, com nove, dez anos, pedir para minha mãe comprar um caderno onde eu queria escrever um livro de espionagem (o livro ia ser do tamanho do caderno). O projeto não foi para a frente, mas a vontade ficou...


Hoje vejo publicações suas em algumas editoras diferentes, o que mostra que você já atingiu o primeiro passo para todo autor: conseguir seu espaço no mercado. Como isso aconteceu? Conte-nos um pouco da sua história, das suas estratégias para conseguir uma publicação.


R: Olha, acho que a únicas estratégias que posso recomendar são teimosia e disciplina. às vezes alguém se espanta com o volume de material que tenho publicado -- principalmente contos em revistas ou antologias -- mas essas pessoas não veem a pilha de rejeições. A teimosia ajuda a continuar escrevendo mesmo às custas do tempo de trabalho remunerado, lazer, etc.; a disciplina permite encarar as críticas com equanimidade e lutar para produzir um trabalho cada vez melhor.


Você possui algum projeto mais recente que o Nômade?
R: Tenho contos que devem sair em futuras antologias da Draco, como a Dieselpunk. Além disso, estou trabalhando num romance de suspense e mistério, que não é fc nem terror, e que não ofereci para nenhuma editora ainda. É bem diferente de tudo que já escrvei, e não me espantaria se acabasse sendo uma bomba... Mas achei que tinha de tentar. E, mais para o fim do ano, deve sair o "Livro dos Milagres", um livro-reportagem sobre ciência e fé onde trato de assuntos como o Sudário de Turim e o caso real que inspirou o filme O Exorcista.


Qual de seus livros já publicados recebeu a melhor recepção?
R: Boa pergunta! Suponho, pelo retorno que recebo de leitores e pelo comentários que vejo em redes sociais, etc, que meus maiores sucessos são Guerra Justa e Tempos de Fúria.


Você é um escritor de ficção científica. Como acha que esse gênero é visto no Brasil? Ele é valorizado? Existe um bom público? Pode citar outros bons autores do gênero?

R: Acho que o gênero começa a ser valorizado pelo público, ou melhor, a descobrir seu público. Um efeito muito interessante da internet é a aproximação que traz entre o pessoal que gosta de livros e de leitura, em geral, do pessoal que gosta de ficção científica -- entrando aí videogames, cinema, etc.A fertlização cruzada entre essas duas "tribos" nem sempre é tranquila, mas os resultados são surpreendentes.


Fale um pouco sobre a criação de Nômade. De onde surgiu a idéia para o livro? É sua primeira obra para o público infanto-juvenil?
R: É minha primeira obra escrita explicitamente com vistas ao público juvenil, embora minha primeira coletânea de contos (Medo, Mistério e Morte) tenha feito parte de uma coleção juvenil e o Tempos de Fúria tenha sido adotado por uma escola de ensino médio, há alguns anos. O livro surgiu de um convite para produzir uma obra nessa linha. Quanto à ideia para o enredo em si, ela surgiu de dois desafios que quis me impor: o primeiro, de fazer um livro juvenil de fc "hard" -- isto é, onde as especulações científicas têm, todas, fundamento na ciência atual; o segundo, de incorporar ao livro o maior número possível de cenários clássicos de aventura: a selva, o labirinto, o espaço...


Por que a opção por uma obra narrada no presente?

R: É o meu jeito de escrever. Visualizo as coisas acontecendo agora, na minha frente. Talvez seja um cacoete trazido do jornalismo... Estou escrevendo uma novela com narrativa no passado, e achando muito estranha a experiência!


De onde vem esta inclinação para histórias de ficção científica?
R: A inclinação inicial provavelmente vem dos gibis de super-heroi e de seriados de TV como Jornada nas Estrelas e Buck Rogers (faço parte do 1% da população que achava a série antiga do Buck melhor que a Galáctica original). Mas isso evoluiu para um fascínio mais geral com a ciência em si, e com o modo científico de ver e pensar o mundo.


Como você vê os tempos atuais para os novos escritores?
R: São tempos fascinantes! Nunca houve tanta oportunidade para publicar e obter feedback como agora. Algumas pessoas veem nessa facilidade um aspecto negativo, já que, se todo mundo pode publicar, o resultado é um oceano de obras onde o trabalho de cada autor não passa de uma gota, difícil de identifcar. Mas para isso existem as editoras sérias, que não cobram nada do autor e pagam direitos autorais: são elas que acabam funcionando como peneira, separando a música da estática. Não que seja impossível um autor se destacar do ruído de fundo sozinho, mas isso requer que, além um bom escritor, ele também seja um bom homem de marketing: não é numa combinação fácil.


Que dicas daria para os autores iniciantes?


R: Teimosia e disciplina. Teimosia, principalmente. Eu me lembro de uma entrevista antiga do Sylvester Stallone, acho que da época do Rambo 2, em que perguntaram para ele como fazer para manter a forma física mpressionante que ele tinha na época, e ele respondeu algo como: "Você não quer saber. Não vale a pena". Escrever é meio assim: se você pensar bem, não vale a pena. Mas se a teimosia for forte demais... seja disciplinado.


CONCORRA A UM EXEMPLAR

Para concorrer a um exemplar do livro Nômade, basta seguir os seguintes passos:

- Seguir o blog na ferramenta de leitores colocada na barra lateral.

- Deixar um comentário sobre a resenha, sobre a entrevista, ou para o autor.

- Postar no twitter a seguinte mensagem: Quero ganhar um exemplar do livro "Nômade", do @carlosom71, no blog do @leoschabbach - http://migre.me/53snR

*a promoção será válida até a próxima quinta-feira, dia 30 de junho.

5 Comentários:

Paul Law

Muito boa as dicas do autor para nós que estamos começando. Achei a ideia do livro Nômade bem bacana também... e o sucesso dele é motivador para o novo autor. Ser teimoso é a dica. Parabéns ao blog pela reportagem e ao autor pelo livro!

Eu quero ganhar um!

Um abraço.

Michel Filipe

Teimosia tenho de sobra. Persistência é que são elas...

Eu tenho que trabalhar muito isso comigo. Tenho mania de desistir em obstáculos fortes demais. Além do meu pessimismo que não ajuda em nada.

Vai ser uma jornada difícil para mim, mas com fé chegamos lá.

Gostei bastante da entrevista. Carlos Orsi mostra que sabe o que está fazendo, respostas diretas e produtivas. Muito sucesso para ele.

Eu vou tentar concorrer ao livros. Pois eu estou apanhando feio no Twitter, eu não entendo como aquilo funciona, coloquei em português agora, mas quem disse que melhorou? Nossa senhora... o site complicado, uai.

Anônimo

Por favor me ajudem,

Meu nome é Fabrício e estou escrevendo um livro sobre "Gestão Ambiental". O objetivo do livro é ser utilizado por alunos da disciplina gestão ambiental dos mais diversos cursos do país e também para profissionais da área ambiental. Ocorre que estou fazendo uma pesquisa bibliográfica detalhada e vou citar direta e indiretamente várias obras de outros autores, de acordo com as normas da ABNT. O livro será comercializado. A minha dúvida é se tenho que ter autorização desses autores para que eu possa fazer a citação no meu livro ou se com a devida referência não há necessidade dessa autorização.

Anônimo

Até onde eu sei, Fabrício, com a devida citação pelas normas da ABNT (veja com um revisor que entende do assunto), um trabalho pode ser publicado ou divulgado sem a autorização dos autores citados.
Sei isso por conta de teses e artigos científicos, mas não sei quanto à comercialização, se os autores mencionados precisam ser remunerados por terem sido citados... isso, você deve ver com a editora que vai publicar seu livro, ok?
Att,
Gisela

Leticia

O livro Nômade me interessou bastante, terei que lê-lo. Confesso que há alguns anos antes tinha certo preconceito em relação à literatura brasileira (tempos de rebeldia em que não queria ler clássicos, hoje aprecio essa leitura), bem como com seus autores. E agora admito que estava muito, muito errada. Depois de ler O Alquimista (de Paulo Coelho), Senhora (de José de Alencar) e principalmente depois de ler A Batalha do Apocalipse (de Eduardo Spohr), enxerguei meu erro e peço desculpas pela minha ignorância. Mas isso já faz tempo e hoje sou uma nova pessoa, com uma mente mais aberta e pronta para novas descobertas. E mais, estou escrevendo um romance! Ok, ainda estou no começo, segundo capítulo, mas tenho certeza que irei chegar lá.
Leonardo devo-lhe parabéns pelo blog e pelos posts. São ótimos, me ajudaram muito. Vlw!
Também adorei a entrevista e as dicas do escritor Carlos Orsi.

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