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Jogos Vorazes, uma ficção científica a ser respeitada
Hoje faço uma resenha aqui no blog da trilogia “Jogos Vorazes”, uma vez que terminei de lê-la no meu Kindle um pouco antes de sair a versão cinematográfica do primeiro livro. Creio que o título da resenha já passe muito do que quero dizer com este texto.

O Homem e a Palavra - pequena homenagem aos escritores
De onde vem o impulso de escrever? De onde vem a vontade de contar uma história, de se conectar com o outro e de nele provocar mudança? O que estimula uma pessoa a construir literatura, a tecer mundos tão únicos em uma inerte folha de papel?

[Resenha e Indicação] O Nome do Vento e Patrick Rothfuss
Hoje falo sobre um dos melhores livros de literatura fantástica que já li (senão o melhor). Coloco, inclusive, a resenha marcada como livros de cabeceira, pois de fato trata-se de uma obra incrível...

Sobre o prazer da leitura
E o mais interessante é que a leitura hoje também faz parte do mercado; chega a alimentar as outras mídias, especialmente o cinema. São best-sellers que faturam milhões; clássicos que retornam do passado para instigar as mentes do presente e do futuro; poetas na internet (infelizmente a poesia ainda não conquistou o mundo!); novos autores, brilhantes, capazes de nos fazer pensar e refletir; e, claro, também os livros de auto-ajuda - que, embora não sejam tão essenciais assim, mostram-se mais do que presentes nas livrarias e nas prateleiras de muitos leitores. Mas, enfim, o que impressiona é que a leitura prossegue, firme e forte, talvez ainda mais forte do que em épocas anteriores, embora alguns possam questionar a qualidade do que é lido - e em muitos casos com razão.
Surgem, portanto, algumas questões, simples e diretas: por que o ato de ler ainda tem tanta força? Por que milhões de pessoas espalhadas pelo mundo mantêm esse hábito, muitas vezes com mais intensidade do que alguns outros, que até são mais adaptados à vida contemporãnea, como assistir filmes e programas de TV? Se fosse apenas pelo entretenimento, naturalmente os produtos audivisuais seriam mais práticos. Afinal, neles há efeitos muito mais impressionantes; e a facilidade de compreensão é, sem dúvida alguma, muito maior. É tudo mais simples e fácil.
Entretanto, as pessoas não se rendem, continuam apegadas à leitura. E, pelo que vejo, o gosto por ela é crescente. Isso me coloca a pensar. Por que os indivíduos estão se voltando novamente para o livro, mesmo que sejam apenas os livros de entretenimento, as chamadas boas histórias? Creio que tudo se dê um pouco pelo fato de que a leitura nos dá um prazer que talvez esteja em falta hoje: a capacidade de conexão.
Numa sociedade em que as pessoas se vêem perdidas em uma infinidade de escolhas e também de obrigações, o contato com o outro, em muitos casos se reduz. Às vezes se resume a conversas rápidas e superficiais pela internet, por uma rede social, ou a encontros casuais - e também breves - em bares, shoppings, ônibus, metrôs e etc... As pessoas se "chocam" umas com as outras e, volta e meia, procuram esses "choques", justamente pela falta de contato (algo que foi muito bem trabalhado e apontado no filme Crash - No Limite). Enfim, o mundo hoje é acelerado, e muitas vezes as pessoas se vêem forçadas a se dedicar muito ao trabalho e aos estudos, perdendo um pouco do contato social. A tecnologia até traz uma certa ilusão de proximidade que, embora seja saudável, pois de fato mantém viva a interação com parentes, amigos e etc, ainda assim é insuficiente.
Já nos livros, nas histórias com boas tramas e bons personagens - e em belos contos e poemas - muitas vezes encontramos esta conexão. Podemos conhecer a fundo um ou mais personagens, podemos deixar nosso "mundo acelerado" um pouco de lado, despir-nos dele ao sentarmos em uma confortável poltrona de leitura, e nos entregar a uma experiência mais profunda, mais satisfatória, totalmente oposta à superficialidade que, com cada vez mais veemência, impõe-nos o cotidiano. A leitura aproxima o escritor de quem o lê, traz as visões de mundo daquele autor - ou de seus personagens, pois as duas coisas são totalmente diferentes - a quem tem contato com o texto, com a obra. É um momento em que as defesas são baixadas e, por meio da leitura, as pessoas se permitem ouvir e pensar; e até mesmo experimentar as sensações trazidas pelo mundo que a elas se abre nas páginas de um livro.
A leitura, por fim, é uma experiência completamente oposta àquilo que é o cotidiano de nossa sociedade. É um momento único de reflexão, de entrega, de conhecimento. Talvez por isso seja tão atrativa, seja tão agradável. É quando as pessoas podem conhecer o outro, conhecer o mundo e também se conhecer. É, ao mesmo tempo, relaxamento e aprendizado; e causa um prazer que, para muitos, não pode ser igualado por filmes, novelas ou seriados de televisão.
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5 Comentários:
Se bem que dizem que só a leitura nos completa... Talvez, não totalmente, mas que um faz um grande bem, isso eu sei e afirmo que faz!
Quão bom é deixar as atividades corriqueiras e se entregar a um bom livro; conhecer mundos opostos, pessoas diferentes, visitar lugares que só existem na nossa imaginação!
Um ótimo texto!
Abração.
Jonathan Henrique
Reflexão interessante sobre a leitura. Penso que ler é mesmo "parar" um pouco. Ter um tempo para ser mais lento neste mundo rápido.
Um abraço, Leonardo.
A leitura tem caráter reflexivo; as mídias audiovisuais tem caréter invasivo; livros permitem alterações de ritmo a partir do leitor; mídias audiovisuais capturam o sujeito, que é obrigado a seguir o ritmo do que lhe é posto à frente; livros são, sobretudo, uma aventura pela linguagem em meio a ideologemas; mídias audiovisuais são expressões publicitárias one as ideias são vendidas diretamente ao sujeito que, enquanto está diante deles, as compra, para só depois pensar em, se for o caso, devolver os estímulos consumistas e rejeitar as ideias.
LÍNGUA LUSO-BRASILEIRA - Estudos da Língua Portuguesa - Jornalista há quarenta anos (desde 1971), finalmente proclamei minha independência linguística: escancaro em meu Blog prístinas origens da língua lusitana e, para tanto, valho-me de livros centenários, castas gramáticas clássicas, elucidários investigativos, antigos dicionários de português, bem como de outros compêndios seculares, para salvar a língua portuguesa em minha mente, em meus textos, em meus livros, em minhas falas e onde mais quiser e puder. Ou seja: tomei por lei linguística estudar antigos filólogos lusitanos, que a nós legaram obras imortais, dentre as quais umas poucas que, em meu Blog, irei compartilhar, alegremente, como aprendiz deles. Estimule leitura de livros escritos com português correto. Parabéns pelo seu Blog, e seja bem-vindo ao meu: http://buddhistjournalism.rsfblog.org
Cada mídia tem sua devida importância, mas nada comparado ao livro que além de um entretenimento saudável (refiro-me a um bom livro), leva-nos a mundos e conhecimentos jamais imaginados, sem falar na praticidade de levá-lo para onde quisermos.
Sei da importância das inovações tecnológicas, mas como leitor assíduo continuo preferindo o livro.
Um GRANDE abraço!
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