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Dois poemas de Marcos Nunes

em 17 de ago de 2011.

Iniciando o que eu havia proposto na postagem Publique seu poema, começo a colocar aqui, eventualmente, poemas que me foram enviados pelos leitores, especialmente aqueles com blogs ou livros para divulgar. Hoje, coloquei duas obras do Marcos Nunes, um dos leitores mais ativos do Na Ponta dos Lápis. Espero que gostem dos poemas, são muito bons; achei o primeiro muito bonito e imagético, já o segundo tem aquela característica de crítica misturada com ironia que eu acho essencial - creio que irão apreciar. Abaixo dos poemas, segue um pouco mais da história do autor. Aconselho vocês a lerem, é muito interessante conhecer a história das pessoas e de suas produções literárias!


O raio de sol


O raio de sol não queima a folha, revela-a
Em sua indeterminada cor, não da luz
Mas de uma paleta sagrada que
Desce do olhar humano
Até sua mão de luz
E ali se expande
Intocável.



Longe do McDonald’s

Depois da imagem sombria, cinza, cobre
Ocre, de um azul escuro, de uma luz triste
Fui às favas, nunca mais
Às batatas

O holandês não era bom poeta; na época
Apenas um obscuro pintor
Investido no desejo de sofrer
Comum a todos fundamentalistas

Mas por causa daqueles olhos inchados
Do vapor pestilento de tubérculos descorados
Fiz da gastronomia minha divisa
Do tempero minha munição
E do vinho o sangue deste
Único general de si mesmo

Passo ao largo das lanchonetes, no temor
De encontrar, em alguma delas
O fantasma do holandês
Vestido com a tétrica
Fantasia de palhaço.

Na multicolorida festa de uma feira
Exploro os cheiros de uma manhã
Alegre; nas ruas, a fome das pessoas
Ganha uma expressão luminosa


___________________________________________________________________


Marcos Augusto Almeida Nunes teve publicado um único conto em livro por força de classificação entre os escolhidos pelo caderno Prosa e Verso do jornal O Globo, no concurso Contos do Rio, conto esse intitulado Retrato do artista enquanto jovem carioca.

Um volume de poemas quando jovem, editado pela Editora Dazibao, sob o título Viuseversa.

Teve publicado um ensaio mais longo, denominado Um balão de ensaios, em uma revista de literatura da Universidade de Lisboa, em Portugal.

Um romance às expensas do autor, intitulado O último a sair acende a luz, em 2009, Editora Usina de Letras.

Três outros romances disponíveis no site AGBOOK, para impressão por demanda, intitulados Juventude Futebol Clube e No meio da rua e O alemão cordial.

Um livro de contos, O paralelista no labirinto.

E o de poesia, Poesia é uma prosa que se quebra, que está em: http://www.bookess.com/read/9183-poesia-e-uma-prosa-que-se-quebra/

Se alguém quiser entrar em contato com o autor, pode deixar seu comentário aqui ou enviar um e-mail para: marcosaugustonunes@hotmail.com

5 Comentários:

Anônimo

Marco! Adorei sua poesia! Principalmente a do MC Donalds. Eles são de origem holandesa? Não fazia ideia.
Sabe que dar nomes difíceis para a refeição de lá é fazer poesia de amor em guerra. Você, ao falar dos "Do vapor pestilento de tubérculos descorados".... eu adorei! hahahah

E léo, você é o cara! Inovador, empreendedor. Adoro seu blog!
Bjss da Gisa!

marcos nunes

Agradeço a publicação, Leonardo.

Aproveito para especificar que o segundo poema alude à célebre pintura "Os comedores de batatas", de Vincent Van Gogh, em paralelo ao universo das batatas fritas da junk food "moderna".

Leonardo Schabbach

Valeu, Gisa!

E Marcos, nem precisa agradecer, você sempre traz comentários legais ao blog, os poemas são bons, só acrescentam. Eu que agradeço!

Anônimo

Oo
agora que você mencionou, Marcos, que eu percebi a ambiguidade! hahahah
sensacional!
Bjs da Gisa!

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