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Publicação independente e autopromoção - um bate-papo com Rodrigo Capella

em 22 de ago de 2011.

Hoje trago uma interessante conversa com o escritor e jornalista Rodrigo Capella (@Rodrigo_Capella), que teve um bom sucesso se divulgando por meio da internet. Esta entrevista eu já pretendia fazer tem muito tempo, quando escrevi uma matéria sobre o Clube de Autores, Publique seu livro de graça. Na época, a vontade de entrevistar o Rodrigo se deu pelo fato de que um de seus livros, sobre Assessoria de Imprensa, mantinha-se na lista dos mais vendidos do site, o que indicava uma boa capacidade de autopromoção. Um bate-papo com o autor também seria interessante para saber a efetividade da ferramenta.

Como muito tempo se passou, outros tópicos interessantes surgiram, como questões relacionadas à autopromoção. Rodrigo Capella já lançou mais de cinco livros e sabe bem os caminhos para alcançar seu público, não é à toa que conseguiu uma boa divulgação pelo twitter. Por estes motivos, resolvi lhe fazer algumas perguntas, para que ele pudesse passar um pouco de sua experiência como autor independente. Espero que vocês gostem e achem úteis as informações.


Quais, para você, são os principais requisitos para que um autor consiga lançar o seu livro de maneira independente?
R: Os requisitos são cinco. Inquietude, Meta, Vontade, Domínio das redes sociais e gostar de ler. A inquietude é necessária para fazer o livro aparecer. A meta nos guia e apresenta caminhos. A vontade é algo essencial para atingir objetivos. O domínio das redes sociais ajuda na divulgação. E gostar de ler aprimora (e sempre aprimorará) o texto.

Quantos livros você já lançou de maneira independente?
R: Ao longo de minha carreira, lancei livros com o apoio de editoras tradicionais, como a Imprensa Oficial, por exemplo, e também livros de forma independente. Foram ótimas experiências, cada uma com suas características específicas. De forma independente, lancei mais de 05 livros sobre temas diversos. “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia” aborda o segmento da comunicação. “Mistérios em Floripa” é um romance policial. Há também os títulos “Dicas para escrever, publicar e vender um livro” e “Loucuras de um escritor”, entre vários outros.

Acompanhei seu trabalho e vi que lançou alguns títulos pelo Clube de Autores, conseguindo um sucesso razoável no que se refere a ficar próximo aos mais vendidos. Você pode revelar qual de seus livros fez mais sucesso no Clube? E quantos você conseguiu vender?
R: “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia” e “Dicas para escrever, publicar e vender um livro” foram os mais vendidos. “Assessor de Imprensa” chegou, inclusive, a ser Top 5 entre os mais vendidos por vários meses seguidos. “Dicas..” foi vendido para vários Estados brasileiros, de Norte a Sul. Recebi, por conta da publicação destes dois livros, diversos e-mails, DMs, TTs e likes nas redes. É maravilhoso poder ter contato direto com o leitor, saber o que ele gosta, saber o que ele deseja ler em meu próximo livro. Tenho como parâmetro fazer o levantamento de venda dos livros que lancei durante os primeiros cinco anos de lançamento, assim posso comparar com os outros livros que lancei. “Assessor de Imprensa” e “Dicas...” ainda não alcançaram este tempo.

Como foi sua experiência com o Clube de Autores? Gostou de ter publicado obras por lá?
R: Todo escritor deve buscar, a todo instante, ampliar o alcance de sua obra. Neste sentido, poder lançar o livro no formato ebook e tradicional é essencial e determinante. Amplia-se significativamente o número de leitores, de dicas, de críticas e de comentários. Como consequência, temos um maior amadurecimento do escritor, em termos gramaticais, mas também de conteúdo. Publicar uma obra é sempre uma experiência magnífica, saborosa e inesquecível.

Quais, na sua visão, são as vantagens e desvantagens de publicar pelo Clube?
R: Tenho acompanhado vários escritores que publicaram nesta plataforma e eles estão bem contentes. O mercado literário está em constante evolução, obrigando as ferramentas a se atualizarem dia a dia, momento a momento. Os próprios escritores também se manifestam, com ideias e sugestões sobre publicação e – principalmente – distribuição em livrarias, ajudando o mercado a evoluir diariamente. Ponto positivo para a literatura brasileira!

Qual a importância para você das redes sociais para o novo autor? Qual é a mais importante?
R: Não atuar nas redes sociais é como comer um pão puro, sem manteiga. Fica tudo sem gosto, sem essência. As redes são fundamentais em toda e qualquer divulgação literária. O Orkut ainda tem o seu espaço, com destaque para as comunidades de livros. O Facebook propicia um diálogo com seus seguidores. O Twitter é uma ótima ferramenta para compartilhar informações. O Google + fortalece os laços. Há ainda diversas outras redes, com características específicas. Algumas têm a literatura como elemento principal, fortalecendo o escritor; outras são abrangentes e propiciam um ótimo relacionamento com diversos públicos.

Acha que o mercado literário está se abrindo para os novos autores? (Tanto no que se refere ao público quanto no que se refere aos editores)
R: Tenho percebido este movimento. Antigamente era um grande sufoco falar com os editores. Hoje, já é possível conversar, apresentar uma ideia e defender o seu livro. Alguns editores também procuram escritores nos blogs, Orkut, Facebook e Twitter. O relacionamento entre editores e autores melhorou muito graças às redes socais. Ficou tudo mais próximo!!

Um autor iniciante, hoje, precisa ter o conhecimento do maior número de técnicas de autopromoção possível. Esta, pelo que vejo, é uma das maiores dificuldades que todos têm. Para você, qual é a importância de ter esse conhecimento para quem está começando?
R: É fundamental. Hoje, quem não faz autopromoção não vende livro. De alguma forma, o autor precisa se autopromover, precisa vender suas ideias e pensamentos. Somente desta forma, consegue dialogar com o público e, em um passo seguinte, consegue lucrar vendendo suas obras.

Pode dividir conosco algumas estratégias de autopromoção que você acha eficientes?
R: Publicar trechos de livros em blogs é fundamental. Você oferece uma degustação ao leitor, que pode se sentir interessado pelo livro completo. Também é muito importante compartilhar seus livros com outros escritores e personalidades do mundo literário.

Qual a importância que você vê nos blogs para os novos autores?
R: São fundamentais e indispensáveis. Todo novo autor deve ter um blog! Se não tem, a coisa complica e tudo fica mais difícil. Como convencer alguém a ler seu livro, se você não tem um blog para publicar textos e dialogar livremente com os leitores? Fica complicado!

Você teve muito sucesso divulgando sua conta de twitter. Que dicas você daria para quem quer se promover nesta rede social?
R: O Twitter é ideal para compartilharmos informações. O escritor não deve divulgar somente os seus textos, deve também compartilhar informações de mercado, curiosidades literárias e também informações sobre outros autores. Esse fluxo é bem interessante!!

Quais outras dicas você daria ao novo autor?
R: Ler uma página de dicionário por dia, aceitar críticas, aventurar-se nas redes sociais, ter como meta aprimorar sempre o seu estilo, visitar feiras literárias e respirar sempre o ar literário com energia e vontade.

9 Comentários:

Paul Law

Interessante ver o ponto de vista do autor entrevistado. As dicas na sua maioria podem ser muito proveitosas para nós, novos autores.

Um abraço aos dois!

marcos nunes

Cinco requisitos... Essas formulações são sempre um tanto arbitrárias. Por que não 3, ou 6, ou 10? Diremos que eu tenha Inquietude, mas não tenho Meta, o que dilui a Vontade, principalmente em ter Domínio das redes sociais. Gostar de ler, sim. Não dá para negociar então só com a Inquietute e Gostar de Ler?

Não, não dá.

Ele realmente tá certo numas coisas: para se lançar como autor independente você não pode ter preguiça, e nem estar muito a fim de lazer: seu lazer tem que ser a extensão de contatos nas redes.

Mas faltou dizer: para se ter êxito nas redes, você não pode ser um autor muito bom, tipo um inventor literário. Quem vai muito bem aí costuma ser um ótimo a razoável misturador de tendências comerciais e viáveis, não um autor como o "valter hugo mãe", por exemplo; este último não venderia nada como autor independente focado em redes, como também o Gonçalo M. Tavares.

Não estou descartando os autores independentes como maus escritores, mesmo porque o panorama da literatura mundial também não é a dos criadores de novos gêneros literários, ou excelentes renovadores dos existentes. Mas só que a batalha pela criação, ao que me parece, precisa prescindir do caráter de mascate tão detestado, por exemplo, pelo Antonio Lobo Antunes (ok, mais um autor português e difícil...). Ou bem o cara se dedica a escrever ou se dedica a vender os seus livros e/ou a si mesmo. O Marcelino Freire de tanto fazer as duas coisas conseguiu virar um ótimo publicitário; conseguirá um dia ser um bom escritor?

Leonardo Schabbach

Concordo com você Marcos, é uma questão complicada mesmo. Um autor que faz uma literatura muito complexa pode ter sucesso sim de maneira independente, mas dificilmente estourará, será algo moderado.

Quem faz sucesso dessa maneira tbm não é necessariamente ruim, podem ser escritores excelentes, que sabem mexer com a palavra, mas o sucesso acontece muito mais por outros motivos, que envolvem mais o tipo de história e sua comercialidade ou não do que a qualidade do autor. Como falei, é algo complexo mesmo.

Nada impede alguém também de surgir com esse apelo comercial e depois se dedicar a uma literatura mais difícil, já com seu público feito, com uma editora e etc... Seria o processo mais ou menos contrário do que alguns fizeram, hehe, como a Lya Luft, por exemplo.

Rodrigo Capella

Paul e Marcos, obrigado pelos comentários e pela participação. Leonardo, obrigado pela publicação da entrevista. Abs, Capella.

Donizete Alves

Léo, concordo que a coisa é um pouco complicada. Mas nesta vida meu amigo, nada é fácil, tudo que se tem e se consegue é com muito esforço, muita dedicação e, principalmente, muita disciplina.

Acho também de suma importância dicas como as que acabo de ler, pois servirão como orientação para novos escritores, principalmente, os menos experientes.

OBS: Você citou "Lya Luft" Acabo de ler o seu livro: "A RIQUEZA DO MUNDO" Gostei e recomendo. Muito bom!

CRISTIANE REGINA

pois é... entrei nessa de escrever, o livro já está a venda no clube de Autores,sem saber já sigo suas dicas, só que as vezes fica complicado já que ainda trabalho oito horas por dia e sou assalariada, faço tudo do meu próprio bolso,gosto de ler, de escrever, ando por quase todas as redes sociais. em fim tô na luta. a história que conto é boa, muito boa por sinal, sei disso e, quem já leu também sabe, mas não consigo decolar... de todo modo suas dicas são bem legais. gostei da sua entrevista. abraços e sucesso.(Cristiane Regina Damião bispo)

Giovana Kaizen

Ae pessoal, gostaria de tirar uma dúvida com vcs que já estão há mais tempo nessa luta por um sonho e uma publicação. Acabei de escrever meu livro e agora? tenho que cadastrar na biblioteca nacional e tb no isbn ou isbn é só pra quem consegue editora???Beijos, sucesso e persistam sempre...curto muito esse blog.

Leonardo Schabbach

Não. ISBN quem tira é a editora. Registro vai do autor, mas há editoras que não gostam de receber livros já registrados na Biblioteca Nacional. E, se enviar seu original para editora sérias, não se preocupe, ele nunca será roubado.

Giovana Kaizen

Nossa, mas dá medo. Eu estou pensando em deixar na mesa do editor por enquanto. Acho que pelo menos o registro da obra eu vou fazer na BN e seja o que Deus quiser. Ah vi o seu livro no site da editora e ficou muito legal.Parabens...o site da editora tb está legal. Sucesso pra vc.

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