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É preciso Conhecer

em 4 de set de 2011.

É uma palavra batida, usada no cotidiano de todos nós, claro. Mas é justamente isso que a faz perder a potência que tem. Conhecer não é algo banal. Conhecer, aliás, é algo que poucos fazemos; nós conhecemos, de fato, poucas coisas.

A sociedade em que vivemos não é corrida e atribulada à toa. Se não estamos envolvidos com trabalho, temos um show para assistir, um jogo para acompanhar, um filme para entreter. O tempo é sempre ocupado, e nossos olhos são o tempo inteiro desviados das coisas e das pessoas. Conhecer não é apenas viver com, saber os nomes e as propriedades; vai muito além disso, embora a gente raramente perceba. Pode-se conviver com alguém por anos sem que se realmente conheça, pois conhecer não vem do convívio repetitivo, mas da atenção aos detalhes e, principalmente, da reflexão. Sem termos tempo para parar e refletir, nunca poderemos conhecer o outro, conhecer um objeto, uma matéria; o mundo. E é para isso que a vida nos prepara, para que não conheçamos, para que nem queiramos realmente conhecer. Vivemos em um período em que não temos tempo para nos debruçarmos sobre algo e realmente estudá-lo, notá-lo, compreendê-lo. É assim que se oculta o mundo, é assim que se ocultam os objetos, é assim que se ocultam as pessoas.

É uma Sociedade do Espetáculo, preenchida a cada minuto com novas sensações e atividades, tudo para que o conhecimento fique de fora, para que a reflexão não aconteça. Nós temos muitos amigos, mas nem sempre conhecemos a todos (isto é se realmente chegamos a conhecer de verdade algum). Vivemos em uma sociedade cruel e desigual, mas de fato não a conhecemos ou procuramos conhecê-la, talvez por que seja terrível demais, talvez por que isso nos forçasse a realizar mudanças que não queremos – ou talvez seja o tempo, que ela mesmo nos tira, dia após dia.

O fato é : conhecer é uma palavra banalizada... mas não devia, definitivamente não devia.

7 Comentários:

Luiz Teodosio

Muito bom o seu texto.
Realmente ninguém conhece nada, apenas passando um olhar supercifial sobre algo ou alguém e nos damos a ilusão de que conhecemos. As vezes, de tanta viver dessa maneira, a gente nem sabe mais como conhecer algo.
Isso me lembra essa coisa de "amigo" de rede social. Nem conhece a pessoa, mas só porque ela está ali na sua lista, vc diz que a conhece, Esse "amigo" se tornou uma coisa bem banal.
Vou ser sincero, e dizer que também não conheço nada. =\

Marcos Reis

Textos filosóficos que mergulham em poesia para transmitir uma certa visão de mundo são sempre um bálsamo para a alma. Há algumas semanas atrás eu li um artigo do Neal Gabler, na qual ele afirma que, a Era da Informação minou a capacidade intelectual do pensar, o que se vê é somente reproduções de conceitos. Este seu texto, Leo, aborda - com originalidade - outro reflexo desta época em que vivemos. Muito bem pensado e escrito, poesia como forma; reflexão filosófica como conteúdo. 

marcos nunes

O grande problema do Conhecer é o Tempo, conjugado com o espaço, intermediado pela Língua, em meio à Variedade. Indivíduos, por mais que pensem Conhecer, conhecem pouco. Ou Conhecem, mas não sabem. Viram, mas não Compreenderam. E cada um tem, afinal, a cabeça na sua Especialidade, da qual pouco, na verdade, conhecem, só o quanto basta para encontrar um Lugar no Mundo. Em meio a tanta fragilidade, bem que poderíamos fazer mais no sentido de, reconhecendo nossos limites, construir pontes, e não dinamitá-las. mas pensa que isso é fácil?

Anônimo

Conhecer é realmente algo muito banalizado.
muitos conhecem, mas jamais utilizam.
Outros desconhecem e fazem como se fossem donos da verdade.
O fato é que nós precisamos não somente conhecer, mas também nos aprofundar naquilo que nos agrada.
É interessante sim, conhecer um pouco de tudo, mas ter só isso transforma uma pessoa num ser incompleto.
É necessário conhecer todos os tipos de leitura, mas não é necessário gostar de todas elas. É importante conhecer toda a história do brasil, mas não vai ser imprescindível se a pessoa não utilizar isso em sua vida, ou se pelo menos não achar que vale a pena.

Todo conhecimento vale a pena, mas ele deve ser utilizado, deve ser compartilhado, transmitido e deve ter, acima de tudo, muito valor para quem é o conhecedor.

Beijos da Gisa!

Leonardo Schabbach

Fico muito feliz que tenham gostado das considerações. A idéia é mais ou menos essa mesma, expor algum tipo de pensamento filosófico, fazer o pessoal do blog pensar junto.

Fico contente que o efeito desejado tenha sido alcançado =)

Isie Fernandes

Acredito que o conhecer seja uma questão de escolha. É fato que o tempo está escasso e que a mídia nos distrai. São muitos os programas e as atividades que nos seduzem constantemente, de modo que é mais fácil cedermos. Mas, se não podemos conhecer de tudo a fundo, que escolhamos nos dedicar a algo que valha a pena e possa nos ajudar a fazer alguma diferença na sociedade. Por isso, digo que conhecer é uma escolha: escolher conversar com o cônjuge, os pais, a família, os amigos, em vez de assistir tevê; escolher ler um livro ou fazer um curso, em vez de jogar vídeo game. E por aí vai...

Willian Marinho

Concordo com a Isie e com o texto do Leonardo. Nós já somos criados e ensinados a reproduzir o que nos é ensinado, dificilmente há uma reflexão do que vemos. Desde pequeno repetimos o que nossos pais dizem, repetimos o que nossos professores, repetimos as frases de efeito que nossos entes e amigos queridos dizem, mas na hora de refletir, de conhecer mesmo, a primeira coisa que bate é a falta de conhecimento. O que acho mais triste neste ponto é que não se faz um pouco mais de força para conhecer: talvez a chave pra resolver, ou pelo menos oferecer o caminho para resolver, seus problemas está em algo que você não dá chance de conhecer, e acaba se perdendo com o passar do tempo.

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