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A Grande Torre Vigia - Parte I

em 9 de set de 2011.

Coloco mais um pedaço de O Legado dos Dragões aqui. Como prometi, sigo atualizando a série, com uma frequência até boa. Na próxima sexta-feira, conforme afirmei na postagem Mais novidades no blog, irei colocar mais um pedaço da história com certeza. Já na sexta-feira seguinte, é provável que eu poste algo da série A Sociedade da Rosa. Como sempre digo, se gostarem, deixem seus comentários e opiniões e, principalmente, indiquem para amigos que gostem do estilo. É esse tipo de coisa que dá mais ânimo para que eu continue produzindo. E a quem não conhece a série, sugiro a ler desde o começo, basta clicar aqui.

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Pela... pela montanha
E pelos... pelos túneis
Percorremos as entranhas,
Destas terras tão volúveis.

A terra sobe e desce
E depois sai logo da frente,
A terra sempre obedece
A força bruta da mente.

Terra, terra,
abra passagem,
Pela terra
eu sigo viagem.

Meu caminho é perfeito, simplesmente perfeito.
E sigo até onde me aponta o destino.
Meu caminho é sem jeito, mas simplesmente perfeito.
Os túneis são como se fossem meu ninho.


Lianor Vikti cantarolava conforme os três caminhavam por uma pequena fenda que se abria na montanha. Sua voz soava firme e confiante, como se pudesse de fato mover tudo o que se colocasse contra a sua vontade, como se pudesse encantar qualquer coisa ou criatura que se deparasse com sua bela melodia. Era algo de fato muito surpreendente, algo com o que James não estava habituado. Saber sobre O Povo das Fadas, sobre a sua inimizade com os dragões, fazia com que o garoto sentisse a aventura fluir por sua veias, fazia com que ele se imaginasse em uma das belas canções incansavelmente repetidas sobre Sir Thomas Brickmond e seus feitos gloriosos.

- Ch... chh... – Lianor Vikti tossiu duas vezes, como se o esforço para cantarolar sua música o tivesse desabituado a falar de maneira normal, com a velocidade e as pausas necessárias para uma conversa casual. – Cheghamos. Daqui voccês podem seghir sem pgroblemas até a torre. – finalmente ele disse, dando um leve soco no alto do túnel de terra, provocando um deslizamento controlado. Um tênue facho de luz logo penetrou a pequena caverna, cegando Lanir e James momentaneamente. Em seguida, um novo facho surgiu, e depois outro, e depois outro, até que um enorme buraco se abrisse e lhes desse passagem para a o lado de fora.

James não conseguiu se conter e subiu rapidamente à superfície; o ar fresco das montanhas penetrou cortante em seus pulmões, já habituados à poeira das cavernas, fazendo com que ele tossisse por algumas vezes. Ainda assim, o garoto se sentia muito bem; o calor agradável do sol logo tocou seu rosto; era prazeroso e confortável, o que lhe permitia presumir que ainda estavam nas primeiras horas da manhã. Desde que começara a vagar pelos túneis, James não mais sabia precisar quando era noite ou dia, ou quanto tempo permanecera caminhando.

- Obrigado, Lianor Vikti. – agradeceu Lanir, polidamente, conforme também subia à superfície. – Espero que possa contar com a sua palavra em relação a Pedra do Conhecimento.

- Cl... cl... claro que puode. Se promecto, cumpro. Pode demorarrr, max trago pedra na horra cerrrta.

Lanir apenas assentiu com a cabeça e se virou, puxando James gentilmente pelo braço. O garoto ainda deu um leve aceno de despedida em direção a Lianor Vikti, simplesmente encantado por ter tido a possibilidade de conhecer uma criatura aparentemente tão poderosa do Povo das Fadas, por mais que sua aparência pudesse indicar o contrário.

Os dois levantaram a cabeça e puderam avistar, não muito distante de onde estavam, uma gigantesca torre de pedra, colocada no topo mais alto da cadeia montanhosa pela qual passavam. Tratava-se da Grande Torre Vigia, que neste momento deveria estar a apenas algumas horas de distância.

- Finalmente chegamos, que bom que Lianor Vikti conseguiu nos trazer até aqui em segurança. Seria difícil ludibriar todas aquelas criaturas. Parece que o destino nos sorriu dessa vez. É o que geralmente acontece, se soubermos esperar por ele. – iniciou Lanir, conforme acertava o ritmo de seus passos para que os dois pudessem manter uma caminhada veloz e constante até o topo da montanha.

- Foi muita sorte mesmo. E parece que ele ainda lhe trará mais coisas. – comentou James, ainda muito interessado em saber mais sobre a Pedra do Conhecimento.

- Sim, se ele puder mesmo devolver a esfera, certamente teremos uma arma poderosa nesta guerra que está por vir. E talvez os dragões e as fadas possam novamente conviver em harmonia.

- Isso seria bom... isso seria muito bom. – James sorria. Voltar a caminhar na superfície, ainda mais em uma manhã agradável como aquela, havia o deixado com um excelente humor, com uma positividade praticamente inabalável.






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A Grande Torre Vigia era uma das construções mais conhecidas por parte da população dos reinos de Sir Lance e de Sir Brickmond. James, naturalmente, conhecia muito bem a importância e a história do lugar. O que ele não esperava era que se tratasse de uma construção tão maciça e gigantesca. Conforme se aproximavam, podia ver a imensa torre se espalhar por metros e mais metros, quase como uma muralha, tanto em sua base, muito mais larga do que o normal, quanto em seu comprimento. Era de fato uma belíssima fortificação, uma arma importante para os reinos humanos, que precisavam vigiar os inimigos que se aproximavam pelo sul.

A Grande Torre Vigia era uma espécie de posto de controle que se situava na mais alta montanha das cordilheiras que separavam os reinos de Sir Lance e Sir Brickmond. Voltava-se para a Floresta Escura, que se estendia por milhas e milhas ao sul e sudeste do continente. Era uma fortificação antiga, de um tempo muito remoto, uma época em que a maioria dos seres tinha conhecimento o suficiente para lidar com a magia sutil da floresta.

Por muito tempo, a Grande Torre ficou quase abandonada, uma vez que nenhum homem ousava se aventurar pela Floresta Escura. Lendas contavam histórias de viajantes que se aventuravam por suas matas e depois nunca mais eram vistos. No entanto, com o aparecimento das criaturas, foi necessário reocupar o posto. Por algum motivo estranho, elas conseguiam atravessar a floresta sem muita dificuldade – e a utilizavam como atalho para atacar, vez ou outra, o reino dos homens. Agora, a torre era ocupada pelos soldados mais bem qualificados de cada reino, uma vez que era crucial impedir o avanço das criaturas.

- Parem e identifiquem-se. – uma voz ecoou autoritária pela montanha assim que Lanir e James pararam em frente à torre.

Os dois interromperam a caminhada e olharam para o alto. Estavam já bem próximos ao imenso portão de metal, que parecia grande o suficiente para permitir a entrada de um dragão adulto. Nenhum homem, porém, podia ser avistado. A fortificação era tão bem planejada que os guardas podiam observá-los sem que sua posição fosse revelada.

- Olá. – gritou Lanir. – Viemos a mando de Sir Thomas Brickmond, um dos senhores dessa terra. O garoto carrega consigo as armas mágicas, concedidas pelo próprio rei.

Um silêncio perturbador seguiu as palavras do mensageiro. A porta permanecia cerrada, com seu portão de metal liso e ameaçador completamente imóvel. A solidez da fortificação, mesmo em um olhar mais rápido, era praticamente palpável, como se uma aura de segurança e proteção fosse emitida de cada centímetro da construção.

- Um batedor irá descer para averiguar o que diz. Mas não tentem nada de diferente. Temos vocês na mira de nossos arqueiros.

Lanir permaneceu imóvel; os braços presos por trás das costas. James virou-se um pouco assustado, ora fitando o mensageiro, ora fitando o imenso portão de metal liso alguns metros a sua frente.

Após alguns segundos de silêncio e tensão, escutou-se um enorme rangido metálico e o portão começou a ser aberto, bem lentamente, sendo puxado na vertical. Era possível escutar com nitidez o barulho das centenas de engrenagens necessárias para levantá-lo. Um soldado franzino logo passou pela entrada e caminhou, cautelosamente, em direção a James e Lanir. Em alguns poucos segundos, observou as armas e os objetos que cada um carregava consigo e fez um sinal de positivo em direção à torre.

- Incrível. Nunca imaginei que Sir Thomas pudesse ceder suas armas a alguém. Acompanhem-me, por favor, irei levá-los até o capitão Galliard. – ele disse, em um tom muito educado.

Lanir apenas assentiu com a cabeça, num gesto leve e surpreendentemente cordial. Depois, colocou sutilmente suas mãos nas costas de James e acompanhou o soldado. Seria bom passar, talvez, um dia na Grande Torre, para que pudessem descansar; mas o mais importante seria poder observar a floresta, tentar descobrir se a criança, que hoje já deveria ser um jovem, ainda estava lá, se ainda estava segura, se era, realmente, parte da profecia feita anos antes por Bahamuth, o poderoso Deus dos Dragões.

5 Comentários:

Isie Fernandes

Muito bom, Leo. E o mais interessante é que eu ia lendo esse trecho e recordando justo da profecia, como se você tivesse deixado rastros imperceptíveis pelo texto. Muito legal mesmo! ;)

J R

Já sou fã desta história! Novidade, né? È melhor eu continuar lendo. Espero poder acompanhar as outras séries também, talvez eu as imprima para ler em outros lugares, como nas refeições talvez.

Leonardo Schabbach

Hoje, devo tentar postar mais uma parte, estou querendo fechar a primeira parte da história logo, pra fazer um e-book e distribuir por outros blogs de graça. Estamos fazendo, eu e um amigo, uns banners e gráficos legais também que vou adicionar na próxima postagem.

E continuarei postando pro aqui.

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