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[Resenha e Indicação] O Nome do Vento e Patrick Rothfuss

em 13 de set de 2011.

Hoje falo sobre um dos melhores livros de literatura fantástica que já li (senão o melhor). Coloco, inclusive, a resenha marcada como livros de cabeceira, pois de fato trata-se de uma obra incrível. De uma maneira geral, entre os meus livros prediletos, não costumo colocar muitos que sejam mais voltados para o entretenimento. Isso porque eu gosto deles, posso gostar muito, mas são sempre as obras mais reflexivas aquelas que mudam sua visão de mundo e podem ser lidas e relidas sem problema algum. No entanto, no caso das obras de Patrick Rothfuss, embora se trate aqui de uma história de entretenimento mesmo, contada pelo autor, a qualidade literária, a qualidade de narração, as mudanças de primeira para terceira pessoa, enfim, tudo no livro é excelente. E trata-se de uma obra levemente revolucionária (assim como algumas outras que começam a surgir agora), por se tratar de uma literatura fantástica voltada mais especificamente para o público adulto - e não para "jovens adultos", como a maioria. Por isso, talvez, a maior qualidade textual. De qualquer maneira, o público jovem também gostará muito do livro, até pelo protagonista, em boa parte da história, ser ainda adolescente.

O único problema nesta história toda é que a saga, inciada com O Nome do Vento, ainda não terminou - e está longe de terminar. O autor finalizou sua segunda obra, do que parece ser uma série de no mínimo três e no máximo seis livros, neste ano. No meu kindle (pois é, ganhei um; algum dia faço uma postagem sobre ele), eu baixei e li em inglês o segundo livro, que tem cerca de mil páginas, já que o lançamento no Brasil só deve ocorrer no final deste ano. Isso significa dizer que teremos uma longa espera até que toda a saga imaginada pelo autor tenha o seu fim.

De qualquer maneira, O Nome do Vento e a sua continuação, que em breve chega ao país, já valem a leitura. Para quem gosta do gênero, é um prato para lá de cheio. É até difícil explicar exatamente sobre o que é a história, mas irei tentar.

Em O Nome do Vento, abre-se a obra em uma taverna/pousada chamada "Marco do Percurso", onde vive um homem ruivo e aparentemente pacífico. No entanto, esta não é bem a verdade. Logo, a chegada de um historiador, um cronista, como descrito no livro, revela-nos que Kote (o dono da pousada) é na realidade um homem lendário, de verdadeiro nome Kvothe, sobre o qual muitas e muitas histórias são contadas. A questão é que tudo isso nos é revelado em terceira pessoa, com uma narrativa excelente, de altíssima qualidade, que já de início dá um clima muito legal à obra.

Kote é quem salva o cronista do ataque de algumas criaturas similares a aranhas gigantes (sobre a qual se falará depois no livro) e o recebe na pousada.  O homem revela, então, que é um arcano formado na universidade, da qual Kvothe fez parte e foi expulso, e que teria parado ali justamente para convencê-lo a contar a sua história, para que ele a publicasse e a divulgasse. Após alguma resistência, o dono da pousada aceita contar sua história para o cronista, algo que fará em 3 dias (por isso três livros; para contar as aventuras do jovem Kvothe; depois imagino que haverá uma continuação). Então, começa-se a narração em primeira pessoa, que também é excelente - e olha que eu não gosto muito deste tipo de narração.

Como já falei, é complicado resumir exatamente sobre o que é a história, além do fato de ser praticamente uma biografia do personagem principal. Mas o universo criado por Patrick Rothfuss, os povos, a magia sutil, muito ligada à musica e à palavra também, especialmente à palavra e aos nomes, e seu domínio sobre cada detalhe da história - coisas que são faladas bem no início do livro, que passam despercebidas, e se mostram importantes bem mais à frente e etc... - é impressionante. Com certeza, quem gosta deste estilo de história não irá se arrepender; aliás, irá devorar os dois livros e ainda ficará esperando por mais. Portanto, fica aí a dica!


14 Comentários:

Michel Filipe

Excelente resenha, Leo.
Eu gostei demais do livro. Estou ansioso pela continuação, mal posso esperar.

Leonardo Schabbach

Não irá se arrepender. O livro dois é bom demais. Até me deixou puto, por ter agora que espera um tempão pelo terceiro, hehehe.

Smaily Prado

Cara, esse livro é fenomenal! Estou pensando até em reler, pra refrescar a memória e apreciar novamente a obra, enquanto o segundo livro não é publicado por aqui!

Leonardo Schabbach

Eu aconselho. Eu infelizmente não pude reler o meu, porque tinha emprestado e até agora não me devolveram (isso me dá muito raiva). Confesso que demorei um pouco a ir lembrando das coisas do livro anterior. E certamente alguns detalhes entre um livro e outro, informações e tal, passaram despercebidos.

Isie Fernandes

Hahaha! Também não gosto de emprestar livros. Pode parecer egoísmo, mas me aborrece quando demoram a devolver - e, na maioria das vezes, não me devolvem.

Realmente, Leo, a resenha não revelou muita coisa, só que a sua empolgação pela história e pela narração me deixou curiosa. Faz tempo que estou interessada por esse livro. Eu até vi a super promoção ontem, mas não tive tempo de fechar a compra e quando voltei pra casa passava da meia-noite... Tudo bem, com a chegada do segundo volume o preço vai cair bastante, aliás, já está mais acessível.

Leonardo Schabbach

Eu gosto de emprestar os livros, ainda mais quando a pessoa curte a indicação. O problema é quando não devolvem, aí eu não curto muito.

Bruce Torres

Sinceramente, esse livro é muito ruim. O autor dá informações contraditórias sobre a protagonista, criam-se expectativas que frustram o leitor, nomes são jogados a esmo para nunca mais serem usados... Fantástico é o fato de ter gente que gosta, mas aí opinião é coisa pessoal. Terminei o livro com a sensação de que fui enganado por um Paulo Coelho travestido de Tolkien.

Leonardo Schabbach

Nossa... primeira pessoa que vi não gostar do livro. Todo mundo que lê acha bom demais. Mas é opinião, tudo bem.

De qualquer modo, há coisas que não se pode negar. A escrita do autor é mais do que excelente, tecnicamente falando. Essas informações contraditórias do autor são parte do livro, porque o Kvothe é uma lenda, então ele mostra como muito do que se diz não tem a ver com o personagem real - e como muito do que se diz se contradiz. E nada do que o autor coloca no livro não reaparece depois, essa é até uma das coisas mais fantásticas que achei. Mesmo a coisa mais banal, se você ler o livro até o final - e até mesmo nas sequências - você verá que havia uma conexão. Achei essa característica impressionante, até pelo tamanho dos livros e das histórias. Mostra um cuidado enorme. Até por isso, ele demora anos para fazer cada um.

João Pedro

Nossa, ganhei esse livro de Natal de um amigo, li e adorei. Realmente um dos melhores que eu já li. Decidi ler um pouco antes de dormir e acabei virando a noite o lendo, nem vi o tempo passar. Recomendo para todos. Irei comprar o segundo livro hoje ainda, mal posso esperar.
Off: Leo, vc participa do fórum Escreva o seu Livro? Eu participei dele por um tempo e o seu nome não me é estranho...

Toffana

Comecei a ler ontem, então não li muita coisa, mas uma coisa que já posso dizer é que a escrita é enfadonha... muito "rebuscado", "pomposo". Mas isso é gosto pessoal. Eu prefiro uma linguagem mais dinâmica, que faz o texto fluir, o que eu não tenho sentido em O Nome do Vento.
Mas meu namorado ficou APAIXONADO pela linguagem, tanto que foi ele quem me deu o livro de presente.

Cleos

Linguagem rebuscada ? Que isso, pra mim isso é uma linguagem normal... Acho que é questão de costume, afinal!

Leonardo Schabbach

Cleos, desculpe a demora em publicar o comentário, ele me escapou a vista. Pois é, eu também não acho assim rebuscada a linguagem, mas comparado com a maioria dos livros do gênero, é. Então temos que aceitar a "classificação", talvez. Mas é longe de ser um livro "rebuscado" na minha visão.

Para mim é só muito, mas muito bem escrito. Qualidade total mesmo. Por isso que indico o livro para todos que conheço.

João

eu vivo em portugal , e ja li o nome do vento o medo do homem sabio, um e dois e e obvio estou a espera da publicaçao do 4ºpois a historia nao acaba aqui,gostei imenso do tema acho muito bem conseguido, e diferente de tudo o que ja li ate agora, dentro do genero tbem e o meu preferido, sou um leitor compulsivo e leio todo o tipo de livros, e nao concordo com uma afirmaçao proferida aqui de ser um paulo coelho disfarçado de tolkien, de qualquer forma nem todos podemos gostar do mesmo, se nao o resto nao tinha saida, e ainda bem que assim e.qualquer dos livros nao fica relegado para segundo plano, perante literatura do genero, antes pelo contrario, posto isto desejo a todos um optimo dia, ate sempre joaojramalho@gmail.com joao ramalho

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