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A minha experiência com o Kindle 3G (Parte I)

em 5 de out de 2011.

Já faz algum tempo que ganhei um Kindle 3G. Naturalmente, assim que recebi o aparelho, mexi o máximo que pude, para tentar explorar todas as suas funcionalidades. Comprei e baixei livros também, afinal, queria logo ver como seria a qualidade de leitura. Após este período de testes e, posteriormente, de uso, resolvi escrever uma pouco da minha experiência com o aparelho, até para passar algumas de suas funcionalidades aos leitores.

O que posso dizer é que achei o Kindle simplesmente fantástico. Como já mencionei, minha versão é a 3G. Então, como “brinde”, ainda tenho uma internet ilimitada, de boa velocidade, para navegar com o browser do aparelho. É claro que a visualização é em preto e branco, e há suas limitações, mas é muito útil para resolver alguns problemas menores em qualquer canto, como faço também com o celular. Fora isso, você pode baixar quando quiser os livros da Kindle Store, algo que é muito prático e eficiente.

Além disso, no site da Amazon, há uma boa quantidade de livros – clássicos – gratuitos para se baixar. É claro que estão em inglês, então para quem não lê no idioma pode não ser tão bom assim. Porém, em alguns outros sites, não me lembro os links agora, é possível se baixar muitos livros em português, que já também não carregam consigo o peso dos direitos autorais (como Machado de Assis e Fernando Pessoa). Ou seja, mesmo sem gastar na compra de livros, você pode ter já uma boa biblioteca virtual (e com um gasto muito pequeno, eu ainda adicionei a minha coleção toda a obra de Júlio Verne e todas as histórias de Sherlock Holmes – algo que já tenho em português, em um livro gigantesco).

A tecnologia E-ink do aparelho é fantástica. Se houver uma boa iluminação, você pode até se confundir, achando que há um papel colado na frente do seu Kindle – e não estou brincando, já vi isso acontecer mais de uma vez quando ele mostrava imagens em vez de texto. A sensação que se tem na leitura é realmente de que se está em frente a uma folha de papel, o que torna tudo mais fácil. Para que fique clara a diferença, o livro The Wise Man’s Fear, continuação de O Nome do Vento (leia uma resenha do livro aqui), que eu li em inglês, tem cerca de mil páginas. Quando tentei lê-lo no formato e-book, em PDF, num computador normal, simplesmente não conseguia. O inglês do livro não é assim tão simples, então o cansaço acabava me fazendo desistir. Assim que ganhei o Kindle, fiz minha compra na loja e fui tentar ler novamente. Comecei e não parei mais. O livro é espetacular e a leitura fica tão facilitada que fiquei horas nela sem ter problema algum, sem sentir cansaço algum, como se lesse um livro mesmo.

Por fim, há ainda alguns testes sendo feitos no Kindle, uma vez que a Amazon tenta sempre melhorar o produto. Na minha versão, acho que ainda não se tem microfone, mas já há um MP3 Player e também a opção de “leitura em voz alta”, que funciona apenas em inglês, mas é perfeita. Ou seja, além de termos um ótimo leitor em mãos, ainda possuímos alguns “bônus”, que tornam a experiência muito legal. Àqueles que gostam, como eu, de usar o aparelho para estudos também encontrarão facilidades. É possível fazer marcações e anotações nos textos e ter fácil acesso a elas. Além disso, é possível também ter acesso a anotações e marcações de outras pessoas, o que pode facilitar ainda mais uma pesquisa.

O grande ponto negativo do Kindle, porém, é o seguinte. Na loja da Amazon, existem muito poucos livros nacionais – ou até mesmo em português. A maioria dos livros em nossa língua só pode ser encontrada em sites como o da Saraiva, da Livraria Cultura e no Gato Sabido, agora parte do Submarino. O problema é que o formato desses sites é Epub, enquanto o formato do Kindle não é (são vários formatos diferentes, como MOBI, mas nenhum Epub). Isso significa que uma compra de livro nesses sites seria inútil para a leitura em seu aparelho. No entanto, há sempre modos de se contornar esses problemas. Com os livros da Saraiva eu não sei, mas com os da Cultura eu tive facilidade. Há alguns programas que, usados em conjunto, sem muita dificuldade, permitem que se transforme o livro de um formato para o outro, sem haver perdas. Deste modo, o único problema mais grave do Kindle, ao meu ver, fica solucionado – o que o torna um aparelho fantástico, que realmente traz uma certa (no sentido de até um certo nível) ameaça aos livros físicos.

Por outro lado, essa possibilidade de se transformar o livro de um formato para o outro é ruim. Afinal, isso mostra como é fácil também de se piratear os livros, algo que pode ameaçar o próprio mercado editorial, como aconteceu (e ainda acontece em algum grau) com a música.

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