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O mundo por trás da janela

em 6 de out de 2011.

Hoje finalmente coloco um poema meu aqui no blog. Não tenho tido tanto tempo para produzir poesia, que requer um certo grau de observação e pensamento, mas é uma das coisas que mais gosto de postar. O poema que coloco hoje por aqui pode ser que não seja lá grandes coisas, partiu de um sentimento meu, de observação minha, mas talvez não seja uma obra lá muito boa, não sei. Sei que gostei dele no momento em que o fiz e logo quis dividir com vocês. Pode ser que não seja assim tão bom, eu ainda não me decidi sobre ele, mas é simples, reflexivo, e pelo menos marca a volta das minhas poesias ao blog, hehe. Enfim, espero que gostem, critiquem e comentem!


O mundo por trás da janela

A dualidade de uma janela semi-aberta é impressionante.
O céu azul,
livre e vibrante,
ao lado de um morto azul escuro.

E este mundo, belo e real,
após fecharmos a janela,
torna-se feio e adormecido:
um mundo finalmente dominado
pela tristeza das camadas de vidro.

2 Comentários:

Marcos Reis

Só agora vi esta poesia.
Eu curti a temática. Às vezes as janelas emolduram a beleza lá de fora, mas quando fechadas, é só tristeza.
Os óculos também têm este efeito, mas eles impendem que a gente às vezes veja a vida como ela é, ele pode distorcer - para melhor ou pior - a nossa visão de mundo.
Poesias que trazem uma reflexão implícita - como os primeiros trabalhos de V.Moraes, ainda na juventude - me inspiram e me ensinam. Eu admiro textos com esta carga reflexiva, e por isso, curti o "Mundo por trás da janela".
O engraçado é que o atributo reflexivo de uma poesia me chama mais atenção até do que a musicalidade, apesar de curtir sonetos. Também curti a forma como a poesia narra a paisagem, até de forma racional e seca, como Cabral de Mello Neto fazia - que por sinal, é um dos meus poetas favoritos.

Para quem busca os sentidos nas entrelinhas de cada palavra, este poema é uma lição.
Obrigado, Leonardo.
Parabéns
Abs

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