O Legado dos Dragões [E-book gratuito]

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Lançamento do Hotsite e pré-venda de "O Código dos Cavaleiros" (meu livro)

em 31/10/2011.
| Comentários: (4)
Olá, pessoal. Primeiro, sei que estou devendo algumas postagens aqui no blog (como a de O Legado dos Dragões), mas é que tudo tem sido muito corrido por causa do lançamento do meu livro!! Sim, finalmente será lançado. Espero mesmo que os leitores do blog se interessem por ele, leiam e, caso gostem, ajudem a divulgar. Não sou muito de pedir coisas, mas será muito importante para o sucesso do livro essa participação dos leitores do blog, não só lendo como também ajudando na divulgação, indicando para conhecidos - isso se gostarem da obra, claro. Enfim, é um dia muito feliz, pois posso anunciar para vocês que o livro já está em pré-venda no site da editora - e também foi lançado um Hotsite muito legal (que contém capítulos para download, book trailer, comentários do autor e mais).

Aos interessados, segue o link direto para a pré-venda. O livro possui 204 páginas e está com desconto; custa apenas 25 reais, com frete grátis e autógrafo. Promoção imperdível! Ficaria muito feliz se os leitores do blog comprassem e depois me falassem o que acharam.


E abaixo, segue o link para o Hotsite, ficou muito bonito, acredito que vocês irão gostar!


Para quem ainda não assistiu, coloco o Book Trailer por aqui novamente.





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Book Trailer do Código dos Cavaleiros (meu livro) e mais informações

em 26/10/2011.
| Comentários: (3)
Hoje, finalmente divulgo o Book Trailer do meu livro - e também aproveito para passar com mais detalhes as datas em relação ao lançamento do livro. Alguns dias atrás, já havia postado aqui a capa completa do livro. Para quem ainda não viu, há também no blog a sinopse do livro disponível, além de três capítulos para download e degustação. O livro também possui já o seu cadastro no Skoob.

Enfim, logo abaixo segue o Book Trailer do livro, espero mesmo que vocês gostem! O Hotsite que lançaremos para ajudar na compra e divulgação irá ao ar no dia 31/10/2011 (próxima segunda-feira). Neste mesmo dia, a obra poderá ser comprada (em pré-venda) pela Loja Virtual da editora, que já funciona em modo de testes, por isso ainda não divulgamos. Os livros serão enviados para os compradores, com autógrafo e frete grátis, no dia 9/11/2011.

Atualização: O livro já está à venda em livrarias e no site da Mutuus Editora. Vocês podem o adquirir com autógrafo e frete grátis! Acessem: http://www.mutuuseditora.com.br/ocodigodoscavaleiros-2.html




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Micro-contos, a renovação da linguagem (+livro Insólito, de Paulo Fodra)

em 24/10/2011.
| Comentários: (14)
Hoje irei falar sobre algo de que gosto muito: os micro-contos. Até por causa da admiração que tenho pela obra do autor português Gonçalo Tavares, principalmente por sua série o Bairro, o pessoal que acompanha o blog já deve ter notado que gosto muito de contos curtos, bem trabalhados formalmente e surpreendentes, irônicos ou reflexivos. Por isso, decidi falar um pouco sobre esse assunto, inspirado pelo lançamento do livro Insólito, do escritor Paulo Fodra (@paulofodra), que ocorreu alguns dias atrás. Devo admitir que não li o livro, mas li alguns dos micro-contos e gostei muito. Inclusive, sempre tive vontade de criar textos deste tipo e de postar no twitter, mas nunca tive muita criatividade. Acho que começarei a tentar me dedicar a arte.

Mas, antes de continuar,  falarei um pouco mais sobre o livro do escritor Paulo Fodra (veja o site oficial do autor aqui) - inclusive, tentarei entrar em contato com ele para ver se ele me envia mais alguns dos micro-contos, assim posso dividir com vocês, leitores. Abaixo, seguem três deles, para que vocês possam ver como há um trabalho muito específico com a linguagem, com a escolha de palavras e etc, para que se cause algum tipo de efeito em quem lê. Particularmente, gostei muito destes pequenos "aperitivos":

“Pegou um dos cacos de seu coração partido e degolou a infeliz. Ela deveria saber que amor de psicopata é mortal.”


“E a culpa vinha se arrastando atrás dele, feito cordão de sapato desamarrado. Uma hora dessas, acabaria tropeçando.”


“A Rainha subiu no palanque. A lâmina cantou, impiedosa – zás! E ela virou carta fora do baralho.”

Como podem ver, até pelo tamanho reduzido, o trabalho com a linguagem em um mini-conto, para que se tenha sucesso na empreitada, é realmente minucioso e muito criativo. Na minha opinião, para qualquer um que lide com a escrita, mesmo aqueles que não gostam deste tipo de literatura, tentar trabalhar neste tipo de texto é sim um fator importante. Através desse trabalho e do esforço para ser assim tão sucinto, o autor certamente perceberá alguns vícios de linguagem de que pode ser livrar - ou até mesmo novas formas de se descrever as situações que ele pode vir a colocar em futuras obras. O micro-conto da Rainha acho simplesmente sensacional, por exemplo, pela maneira como foi estruturada a (muito) pequena narração, utilizando-se de um certo jogo de palavras inteligente e efetivo.

Enfim, achei muito interessante a idéia deste livro do Paulo Fodra - e devo lembrar que nem todos os contos, segundo ele, são tão pequenos. Penso até em me dedicar mais, como falei, a essa arte. Quem sabe até não fazer uma antologia com micro-contos postados no twitter por diversos autores? Não sei. Pode ser uma boa idéia!
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Capa completa e mais informações sobre "O Código dos Cavaleiros"

em 18/10/2011.
| Comentários: (9)
Bom, venho dar algumas notícias hoje. A primeira é que o meu livro será finalmente lançado dentro de mais ou menos duas semanas. Amanhã ele irá para a gráfica, isso significa dizer que provavelmente no dia 31 de outubro ele estará a venda. Espero muito que o pessoal que acompanha o blog se interesse e compre o livro, gostei muito do resultado - quem puder ajudar a divulgar terá meu eterno agradecimento.

Atualização: O livro já está à venda em livrarias e no site da Mutuus Editora. Vocês podem o adquirir com autógrafo e frete grátis! Acessem: http://www.mutuuseditora.com.br/ocodigodoscavaleiros-2.html

Vocês podem checar a sinopse do livro aqui - e podem ler os três primeiros capítulos aqui (eles estão levemente diferentes em diagramação e texto do que o que será impresso, foram pequenas correções apenas). E abaixo coloco um arquivo com a capa completa do livro, que contém as informações da orelha junto com a sinopse. E aí, o que acharam? Basta clicar na foto para aumentá-la. Na semana que vem, postarei aqui o Book Trailer feito para divulgação e, junto ao lançamento do livro, colocarei um link para um hotsite bem legal. Quem quiser, já pode marcar o livro no Skoob!! (não sei porque têm avaliações lá, é de gente que não leu, já que ainda não divulguei o livro)


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[O Legado dos Dragões] Reencontro - Parte II

em 15/10/2011.
| Comentários: (5)
Nesta semana dei uma reduzida na quantidade de postagens do blog. Isso aconteceu por causa do feriado. Não sei se foi pelo fato de algumas instituições terem emendado alguns dias, mas o número de visitas reduziu bem. Como estou ocupado resolvendo muitas coisas, algumas delas envolvendo o lançamento do meu primeiro livro, decidi por colocar apenas duas postagens online durante esta semana. Hoje coloco mais um pedaço de O Legado dos Dragões. Quem nunca acompanhou a série, pode checar todos os capítulos aqui.

Nesta atualização, coloquei um trecho bem pequeno, mas isso se deu pelo fato de eu não gostar de colocar dois capítulos diferentes em uma única postagem. Na sexta da semana que vem, coloco uma nova parte da história. Em breve, pretendo finalizar a primeira parte da aventura, para fechar tudo num e-book e distribuir de graça para quem quiser ler; tive essa idéia umas semanas atrás e gostei dela. Enfim, espero que gostem desta parte da história, é um momento importante e mais emocional.


*******************

Gabriel fechou a porta dos aposentos reais, o silêncio era absoluto. Sir Thomas Brickmond, já muito debilitado por causa de sua doença, repousava em sua cama, mergulhado em um sono profundo. Sir Lance se aproximava vagarosamente do amigo. Embora não gostasse da idéia de acordá-lo, sabia que o tempo era curto, que seu povo não podia esperar muito mais por uma decisão sua – e também que Thomas já não tinha muito tempo de vida.

Robert levou sua mão direita lentamente à testa de Sir Brickmond e, assim que o viu abrir os olhos, sussurrou:

- Olá, velho amigo, estou aqui, como me pediu.

Thomas apenas abriu um sorriso sincero e debilitado. Sua situação parecia quase terminal. O corpo estava magro e fraco, o rosto, quase seco, deixava transparecer as marcas dos ossos por debaixo da pele. O lendário general, o homem que derrotara o mais terrível dos dragões, parecia finalmente vencido.

- Que bom... eu o esperava amigo, não tenho muito mais tempo... sinto que posso deixar esse mundo a qualquer momento.

Robert baixou levemente a cabeça, como se tentasse conter a tristeza que lhe invadia. Sir Thomas Brickmond era o grande amigo que tinha, um dos poucos homens que respeitava; era para ele como um irmão. Nunca imaginara que poderia perdê-lo assim tão cedo, ainda mais para uma doença. Era triste pensar que um homem tão valoroso tivesse de perecer daquele jeito, sem poder reagir, sem poder lutar; entregue.

- Deixe de conversa! Você é forte, sempre foi, conseguirá sair dessa. – disse Sir Lance, sem muita convicção.

Thomas riu.

- Só um grande amigo seria capaz de me dizer palavras tão encorajadoras em um momento como este.

Robert apenas assentiu com a cabeça. Gabriel, que assistia a tudo do lado da porta, permaneceu em silêncio, o mais estático possível. Era nítida a força da amizade entre aqueles dois homens; era um momento triste e, ao mesmo tempo, muito bonito. A ele, só restava observar – e acatar qualquer decisão que viesse a ser tomada.

- Mas tenho um pedido a lhe fazer, Robert, um pedido importante. – Sir Brickmond tentava soar firme e convicto, apesar de estar quase sem forças para falar. – Você não... pode bater em retirada... eu tenho... fé... tenho fé no mensageiro... o garoto... a profecia... este é o momento, você sabe.

Sir Lance engoliu em seco.

- Sabe que não concordo em acreditar em um milagre como esse. Não posso arriscar a vida de meu povo por causa de uma superstição. Você me conhece, sabe que eu nunca poderia fazer algo assim.

- Robert... eu tenho certeza do que falo. Quantas... vezes... eu me enganei? Quantas? Espere pelo mensageiro... espere pelo menino... por favor... é somente isso que lhe peço antes de deixar esse mundo.

- Esse é o seu pedido final, meu caro amigo?

Thomas abriu novamente o seu sorriso debilitado.

- Sim.

- Então eu o farei. Vou esperar pelo mensageiro e pelo garoto. E vou ponderar a respeito de batermos ou não em retirada. Pode contar com minha palavra, Thomas.

Sir Brickmond deu um suspiro mais longo, como que se dando por satisfeito. Depois, continuou, já muito sonolento.

- Se deu sua palavra... está tudo bem... está tudo bem... es.. – e dormiu.

Gabriel, então, aproximou-se de Sir Lance e tocou levemente em seu ombro. Em seguida, ajoelhou-se em frente à cama de Sir Brickmond. Os dois planejavam permanecer ali. Segundo os médicos do reino, Thomas não deveria resistir por mais muito tempo, sua morte viria provavelmente nas próximas horas – e ele faleceria sem dor, em sono profundo.

Os dois generais baixaram a cabeça e seguraram a mão do rei. Para um, ali jazia um grande amigo. Para o outro, perdia-se um grande homem, um grande mentor, um pai. E assim permaneceram, em um silêncio triste e vulnerável, ao lado de Thomas Brickmond até o momento de sua morte.
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Uso dos diálogos em uma narrativa

em 10/10/2011.
| Comentários: (10)
Certo, já li várias postagens a respeito desse assunto. Acho que todos têm uma compreensão de o quanto é importante termos bons diálogos em uma narrativa (é claro que nem toda narrativa precisa deles, mas, naquelas em que eles são necessários, sua boa construção e utilização é simplesmente fundamental). A relevância é tão grande que existem diversas maneiras de se estruturar até mesmo graficamente os diálogos no texto. Seja com travessões, seguidos algumas vezes por descrições, seja com aspas ou, em alguns casos, com nenhuma marcação, como faz José Saramago, por exemplo.

Enfim, o diálogo é fundamental para definir quais os objetivos de uma história. Sei que é uma afirmação estranha, mas é a verdade. Basta analisarmos as diferentes obras e os diferentes modos de se utilizar um diálogo. Por exemplo, em livros de entretenimentos, thrillers e etc... a conversa entre os personagens aparece com muita frequência - e precisa ser trabalhada com precisão para que se construa um cenário, para que o leitor possa imaginar cada detalhe do que acontece no livro, quase como num filme. Nesse tipo de obras, de uma maneira geral, os diálogos utilizam travessões e, logo após, em muitos casos, descrições da cena, como o que o personagem faz enquanto fala, o que acontece no cenário durante a conversa e etc...

Este diálogo, portanto, tem a função justamente de ilustrar ainda mais um livro com um caráter mais imagético e de ação do que necessariamente reflexivo. Se eles não forem bem construídos, é muito possível que grande parte do apelo da obra se perca.

Já em obras mais reflexivas, o uso do diálogo é, normalmente, bem diferente. Ele possui menos marcações, já que aquilo que acontece, a ação por assim dizer, não é tão importante. Talvez o que é dito seja muito mais importante do que aquilo que acontece - e geralmente os diálogos aparecem de forma mais esparsa, servindo apenas para trazer novas informações e jogar o leitor, junto com o narrador e os personagens, em uma série de reflexões.

No entanto, devo lembrar, nada é assim tão preto no branco. Há livros que, dentro de sua própria trama, variarão entre um tipo de diálogo e outro, entre um momento de reflexão e outro de mais ação. A estrutura de uma longa narrativa, como são os livros, é muito complexa, por isso pode incluir diversos tipos de diálogos, vozes, narrações e etc...

Como uma última observação, falaria de livros que têm "excessivo" uso de diálogos - na verdade, predominância massiva de diálogos, o que não significa automaticamente excesso. De um modo geral, há gente que critica, alegando que isso poderia indicar uma falta de capacidade do autor. Devo admitir que, muitas vezes, isso pode sim ser verdade; mas não sempre. Em muitas casos, um diálogo bem escrito pode substituir blocos e mais blocos de narrativa - às vezes narrativas densas demais, que fariam o leitor se perder ou se sentir fatigado. E quando falo densa, não me refiro à complexidade, mas sim à inutilidade do trecho.

Exemplo, fiz uma postagem faz algum tempo em que apresentava uma técnica a ser utilizada na literatura fantástica para se apresentar o mundo que se quer descrever. Uma segunda técnica para alcançar o mesmo objetivo poderia ser justamente o uso dos diálogos. Em muitas das minhas histórias, quando quero explicar algo que se alongaria muito por meio de descrição (ou ficaria fora de contexto no livro) incluo um diálogo em que aquele determinado algo é dissecado e explicado. Assim, deixa-se de escrever longas descrições, aquelas desnecessárias, que podem tirar o foco da linha principal do livro. Ou seja, pensem muito bem antes de descartar um autor simplesmente pelo fato de o livro ter muitos diálogos (e o mesmo vale para livros com muita narração, ok?)

A grande prova do que falo vem lá da Grécia. Um dos maiores filósofos de todos os tempos, Platão, em vez de escrever páginas e mais páginas sobre sua complexa filosofia de modo acadêmico ou com trechos de narração gigantescos, optava por fazer isso através de diálogos. Isto é, por intermédio deles é que Platão apresentava idéias filosóficas altamente complexas ao mundo. Isso significa dizer que um livro, para ser reflexivo, não precisa ter necessariamente (como alguns pensam) infindáveis páginas de pura narrativa e/ou rebuscamento. É possível obter o mesmo efeito também através dos diálogos - que podem ser um bom jeito de atingir um público maior, já que eles, de um modo geral, são mais "leves" e "descontraídos".
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[Poema] O mundo por trás da janela

em 06/10/2011.
| Comentários: (1)
Hoje finalmente coloco um poema meu aqui no blog. Não tenho tido tanto tempo para produzir poesia, que requer um certo grau de observação e pensamento, mas é uma das coisas que mais gosto de postar. O poema que coloco hoje por aqui pode ser que não seja lá grandes coisas, partiu de um sentimento meu, de observação minha, mas talvez não seja uma obra lá muito boa, não sei. Sei que gostei dele no momento em que o fiz e logo quis dividir com vocês. Pode ser que não seja assim tão bom, eu ainda não me decidi sobre ele, mas é simples, reflexivo, e pelo menos marca a volta das minhas poesias ao blog, hehe. Enfim, espero que gostem, critiquem e comentem!


O mundo por trás da janela

A dualidade de uma janela semi-aberta é impressionante.
O céu azul,
livre e vibrante,
ao lado de um morto azul escuro.

E este mundo, belo e real,
após fecharmos a janela,
torna-se feio e adormecido:
um mundo finalmente dominado
pela tristeza das camadas de vidro.
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A minha experiência com o Kindle 3G (Parte I)

em 05/10/2011.
| Comentários: (0)
Já faz algum tempo que ganhei um Kindle 3G. Naturalmente, assim que recebi o aparelho, mexi o máximo que pude, para tentar explorar todas as suas funcionalidades. Comprei e baixei livros também, afinal, queria logo ver como seria a qualidade de leitura. Após este período de testes e, posteriormente, de uso, resolvi escrever uma pouco da minha experiência com o aparelho, até para passar algumas de suas funcionalidades aos leitores.

O que posso dizer é que achei o Kindle simplesmente fantástico. Como já mencionei, minha versão é a 3G. Então, como “brinde”, ainda tenho uma internet ilimitada, de boa velocidade, para navegar com o browser do aparelho. É claro que a visualização é em preto e branco, e há suas limitações, mas é muito útil para resolver alguns problemas menores em qualquer canto, como faço também com o celular. Fora isso, você pode baixar quando quiser os livros da Kindle Store, algo que é muito prático e eficiente.

Além disso, no site da Amazon, há uma boa quantidade de livros – clássicos – gratuitos para se baixar. É claro que estão em inglês, então para quem não lê no idioma pode não ser tão bom assim. Porém, em alguns outros sites, não me lembro os links agora, é possível se baixar muitos livros em português, que já também não carregam consigo o peso dos direitos autorais (como Machado de Assis e Fernando Pessoa). Ou seja, mesmo sem gastar na compra de livros, você pode ter já uma boa biblioteca virtual (e com um gasto muito pequeno, eu ainda adicionei a minha coleção toda a obra de Júlio Verne e todas as histórias de Sherlock Holmes – algo que já tenho em português, em um livro gigantesco).

A tecnologia E-ink do aparelho é fantástica. Se houver uma boa iluminação, você pode até se confundir, achando que há um papel colado na frente do seu Kindle – e não estou brincando, já vi isso acontecer mais de uma vez quando ele mostrava imagens em vez de texto. A sensação que se tem na leitura é realmente de que se está em frente a uma folha de papel, o que torna tudo mais fácil. Para que fique clara a diferença, o livro The Wise Man’s Fear, continuação de O Nome do Vento (leia uma resenha do livro aqui), que eu li em inglês, tem cerca de mil páginas. Quando tentei lê-lo no formato e-book, em PDF, num computador normal, simplesmente não conseguia. O inglês do livro não é assim tão simples, então o cansaço acabava me fazendo desistir. Assim que ganhei o Kindle, fiz minha compra na loja e fui tentar ler novamente. Comecei e não parei mais. O livro é espetacular e a leitura fica tão facilitada que fiquei horas nela sem ter problema algum, sem sentir cansaço algum, como se lesse um livro mesmo.

Por fim, há ainda alguns testes sendo feitos no Kindle, uma vez que a Amazon tenta sempre melhorar o produto. Na minha versão, acho que ainda não se tem microfone, mas já há um MP3 Player e também a opção de “leitura em voz alta”, que funciona apenas em inglês, mas é perfeita. Ou seja, além de termos um ótimo leitor em mãos, ainda possuímos alguns “bônus”, que tornam a experiência muito legal. Àqueles que gostam, como eu, de usar o aparelho para estudos também encontrarão facilidades. É possível fazer marcações e anotações nos textos e ter fácil acesso a elas. Além disso, é possível também ter acesso a anotações e marcações de outras pessoas, o que pode facilitar ainda mais uma pesquisa.

O grande ponto negativo do Kindle, porém, é o seguinte. Na loja da Amazon, existem muito poucos livros nacionais – ou até mesmo em português. A maioria dos livros em nossa língua só pode ser encontrada em sites como o da Saraiva, da Livraria Cultura e no Gato Sabido, agora parte do Submarino. O problema é que o formato desses sites é Epub, enquanto o formato do Kindle não é (são vários formatos diferentes, como MOBI, mas nenhum Epub). Isso significa que uma compra de livro nesses sites seria inútil para a leitura em seu aparelho. No entanto, há sempre modos de se contornar esses problemas. Com os livros da Saraiva eu não sei, mas com os da Cultura eu tive facilidade. Há alguns programas que, usados em conjunto, sem muita dificuldade, permitem que se transforme o livro de um formato para o outro, sem haver perdas. Deste modo, o único problema mais grave do Kindle, ao meu ver, fica solucionado – o que o torna um aparelho fantástico, que realmente traz uma certa (no sentido de até um certo nível) ameaça aos livros físicos.

Por outro lado, essa possibilidade de se transformar o livro de um formato para o outro é ruim. Afinal, isso mostra como é fácil também de se piratear os livros, algo que pode ameaçar o próprio mercado editorial, como aconteceu (e ainda acontece em algum grau) com a música.
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[O Legado dos Dragões] Reencontro - Parte I

em 01/10/2011.
| Comentários: (2)
Não deu para dar o upload ontem, já que hoje trago, além de mais um pedaço, pequeno, de O Legado dos Dragões, também algumas novidades gráficas para vocês. Temos um banner novo em folha e muito legal, além de uma nova imagem quadrada para colocar nas postagens em destaque. E tem mais. Nos próximos dias, ou semanas, tentarei me dedicar muito à história para finalizar a primeira parte. Quando fizer isso, devo fechar o livro em um e-book, que talvez contenha até algumas ilustrações, para distribuir gratuitamente; vai ficar bem legal. Quem sabe até role uma promoção ou outra que envolvam um livro impresso exclusivo, mas vamos ver. Enfim, acompanhem logo abaixo mais um pedaço da história!


Gabriel retornava com Sir Lance e sua guarda pessoal, formada por exatos dez homens, aos domínios de Sir Brickmond. O caminho entre os dois reinos, desta vez, mostrara-se muito mais calmo e inabitado do que se esperava. Isso em muito tinha a ver com algumas fendas, até então desconhecidas, que acabaram servindo quase como que um caminho secreto para a pequena comitiva. Gabriel, inclusive, estranhara a situação. Tinha a sensação de que era como se houvesse alguém os guiando por um caminho seguro pelo coração das montanhas.

Em poucos dias, já avistavam a entrada do feudo que cercava o castelo de Sir Brickmond. Ainda ao longe, Gabriel pensava em sua querida Lia. Não tinha dúvidas de que ela conseguiria administrar bem o reino em sua ausência; o fato é que seus pensamentos divagavam em outra direção. Sentia saudades, apesar de estar a pouco tempo fora, e também orgulho da mulher, seu tesouro mais precioso – e mal podia esperar pelo momento de revê-la. Lembrava-se bem de quando tinham se conhecido. Ele ainda era jovem, mas já possuía alguma fama; afinal, fora o único soldado dos exércitos de Thomas a sobreviver à guerra contra os dragões. Já possuía, portanto, uma patente mais elevada e também algum renome. Já ela acabara de se destacar entre as arqueiras, subia de posição com uma velocidade inimaginável. Tinha muito talento e muita vontade de se provar valorosa.

*******************


- Esta, certamente, irá se tornar uma grande capitã algum dia. Quem sabe até um posto ainda mais avançado – comentou Malenberg ao jovem Gabriel, logo após observar Lia em seus testes como arqueira. O general a admirava, nunca vira uma mulher com maior dom para os combates e para a estratégia. Via em Lia alguém de potencial tão grande quanto Gabriel, um jovem soldado do qual ele gostava muito – e que desejava treinar pessoalmente, embora isso não fosse possível, uma vez que o próprio Thomas Brickmond o tomara como um protegido. Ainda assim, gostava de conversar com o garoto, de saber um pouco mais sobre suas idéias e ambições.

- Eu concordo. Nunca vi alguém tão preciso com o arco. E, devo admitir, ela é muito bela também.

Malenberg riu.

- É, devo concordar... E eu estava pensando. Você me parece um grande combatente, Gabriel; aprendeu muito com Sir Brickmond nesses seus anos de treinamento. Que tal adotar Lia como sua protegida? Tenho certeza de que faria um bom trabalho.

O coração do jovem disparou. Por um lado, duvidava de sua capacidade como soldado, não sabia se estaria apto a treinar alguém. Por outro, sentia uma espécie de conflito, uma vez que admirava tanto aquela mulher que, definitivamente, desenvolvera sentimentos fortes em relação a ela; estava apaixonado, embora fosse cedo para que admitisse, até mesmo para si.

- Eu... eu acho que posso... acho que sim. – Gabriel respondera, ainda indeciso e receoso.

- Está certo, então. Por favor, vá até ela e lhe dê a boa nova.

O jovem obedeceu às ordens do general e caminhou em direção à bela arqueira, que logo se virou para lhe observar.

- L... Lia... a partir de hoje você foi designada como minha protegida. Eu serei responsável pessoal pelo seu treinamento.

A mulher apenas o olhou com atenção, seus penetrantes olhos castanhos não se desviavam do rosto de Gabriel. Era como se ela procurasse lê-lo, ou melhor, era como se ela pudesse lê-lo, como se um simples olhar seu pudesse romper todas as defesas daquele jovem soldado. Ele mal sabia como se comportar. Ela gostara do que vira. Gostara de ter a possibilidade de treinar com um homem que sobrevivera a uma guerra contra os dragões – e gostara também do que notara em seus olhos: bravura, honra e também carinho. Tratava-se de um homem bom.

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- Gabriel retorna. Ele retorna com Sir Lance e sua guarda pessoal. – disse Anita Nhyria enquanto se ajoelhava em reverência, ao adentrar os aposentos reais, onde Thomas Brickmond repousava aos cuidados de Lia Tharaton.

- Que bom! Finalmente. Eles estão próximos? – a mulher perguntou.

- Sim, já devem estar passando pelos portões.

Lia se deslocou até a janela do aposento e pôde notar a chegada de Sir Lance e Gabriel. O povo os recebia com alguma festa e com muita curiosidade. Se o renomado Robert Lance viera pessoalmente ao reino, era porque a situação deveria ter se complicado ainda mais; talvez Sir Brickmond já não mais conseguisse administrar aquelas terras sozinho, talvez tivesse decidido bater em retirada. Ou talvez tivesse até mesmo falecido, finalmente vencido por sua doença. Mas esta era uma hipótese que o povo preferia refutar; não era assim tão fácil aceitar a morte de um ídolo, de uma lenda viva, do homem que salvara não só o seu povo, mas também toda a humanidade.

Lia, por outro lado, estava feliz com o retorno de Gabriel, sabia que somente assim os nobres e generais realmente se acalmariam. Ela o olhava pela janela com um largo sorriso no rosto; sabia que poderia contar com ele sempre que precisasse – e soubera disso desde a primeira vez em que colocara seus olhos sobre ele.

- Está certo, Anita. Convoque todos os generais para a cúpula do exército. Sir Lance irá querer falar com Thomas. Depois disso, tomaremos nossas decisões.
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